Quinta-feira, Julho 30, 2009

Receita de Dona Cacilda

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.

E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma
mensagem sua.

Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!

"De nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."

(desconheço o autor)

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Sobre a morte

"A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos."(Pablo Picasso)

Eu ontem soube que perdi um amigo. A dor foi imensa, intensa.

Meu coração, que já sangrava com a perda de um amor, doeu ainda mais. Como pode alguém morrer assim, de infarto, sem prévio aviso? Parecia desaforo! Morrer sem se despedir, sem dizer um até logo, só poderia ser mentira!

Um filme veio à minha mente: como nos conhecemos, como foram os momentos que passamos juntos, as risadas, os desabafos... E agora tudo acabou. Só fica o coração, doendo.... e a tristeza de saber que eu sequer disse adeus.

Será que lá, aonde quer que meu amigo esteja, ele se lembre que eu existo? Será que ele fez tudo o que tinha que fazer nesta vida? Será que demonstrou seu amor, seu afeto, seu carinho, pelas pessoas que o rodearam? Ou será que a sua vida era tão atribulada que não teve tempo de demonstrar nada disso?

Meu amigo Jonas, sentirei saudades sua, menino. Descanse em paz.



Sábado, Fevereiro 02, 2008

MUITA VELA PRA POUCO DEFUNTO

Caros amigos e leitores deste Blog,

Apresento-lhes o livro Muita Vela pra Pouco Defunto, de autoria de João Carlos Ronca Júnior.

Li o livro e o recomendo. O autor aborda, com muita propriedade, temas que fazem parte da alma humana. O livro é tão gostoso de se ler que se torna saboroso à alma, pois nutre-nos de sentimentos que nos levam à reflexão e à mudança interior.

Ronca Júnior sabe, como poucos, dar leveza às palavras. Essa leveza faz com que nós, leitores, devoremos o livro numa "tacada", de tão prazeirosa a leitura.

Deixe sua alma mais leve... leia o livro. Segue abaixo a sinopse.




MUITA VELA PRA POUCO DEFUNTO: este livro conquistou, de vez, o coração dos leitores!

Este mês você tem algum amigo fazendo aniversário?
Quer uma sugestão de presente?
Ofereça cultura!!!
Presenteie com um Livro de Contos:
"MUITA VELA PRA POUCO DEFUNTO"
Histórias do cotidiano como instrumento para a reflexão
Faça seu pedido pelo e-mail: jcrconsultoria@terra.com.br
OU VISITE O SITE "USINA DE LETRAS" PARA SABER MAIS SOBRE O LIVRO:
www.usinadeletras.com.br


Autor: João Carlos Ronca Júnior

Número de páginas : 174

Preço: R$ 30,00


Descrição
Livro de contos com histórias do cotidiano que poderão servir como instrumento para a reflexão.
O leitor poderá divisar com a leitura desde simples constatações de valores incrustados em seu coração e alma até profundas reflexões que poderão enriquecer seu modo de viver e encarar seus pais, filhos, amigos e irmãos.
É um livro com temas que levarão o leitor a discutir valores e princípios de vida que muitas vezes, por serem tão óbvios deixamos passarem despercebidos no nosso cotidiano.
Este livro é, sem dúvida alguma, um convite à reflexão tanto para os jovens como para os que já se consideram adultos.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Eu precisava ouvir isto....

http://www.youtube.com/watch?v=OxFAd5blb9I

Sábado, Outubro 13, 2007

Amor é síntese (Mário Quintana)

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Demitiram o Gerúndio do Distrito Federal!!!

DECRETO Nº 28.314, DE 28 DE SETEMBRO DE 2007.
Demite o Gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1° - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília


JOSÉ ROBERTO ARRUDA


(
Parece piada, mas não é. Quem tiver alguma dúvida, acesse o DODF, seção I, de 01/10/07, n. 189, p. 19.)

Domingo, Setembro 23, 2007

Quase Nada (Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

de você sei quase nada
pra onde vai ou porque veio
nem mesmo sei
qual é a parte da tua estrada
no meu caminho

será um atalho
ou um desvio
um rio raso
um passo em falso
um prato fundo
pra toda fome que há no mundo

noite alta que revele
o passeio pela pele
dia claro madrugada
de nós dois não sei mais nada

se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada

Sábado, Setembro 22, 2007

Banda Batalá - Brasília (DF)


Criada em 1997 pelo baiano Giba Gonçalves, a batucada BATALA surgiu na França, com o objetivo de formar pessoas na arte da percussão, reunindo cerca de 50 músicos interpretando os ritmos afro-brasileiros do Samba Reggae.

Com a formação de multiplicadores, foram realizadas oficinas de dança e percussão, que auxiliaram na difusão do grupo BATALA, que se espalhou por outros países da Europa, como Inglaterra, Bélgica e País de Gales. Hoje, existem grupos estabelecidos nestes países que participam constantemente de eventos culturais, festivais e "carnavais" de rua.

No ano 2000, o brasiliense Paulo Garcia foi responsável pela criação do grupo na Inglaterra, e em 2003, já de volta ao Brasil, criou um grupo BATALA em Brasília, seguindo a mesma proposta de utilizar oficinas como forma de atrair novos participantes, mas com o diferencial de ser formado apenas por mulheres. Hoje o grupo conta com mais de 160 mulheres, de diferentes faixas etárias, da qual tenho a honra de fazer parte.




Sexta-feira, Setembro 21, 2007

    Tenho tanto sentimento
    Que é freqüente persuadir-me
    De que sou sentimental,
    Mas reconheço, ao medir-me,
    Que tudo isso é pensamento,
    Que não senti afinal.

    Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada,
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada.

    Qual porém é a verdadeira
    E qual errada, ninguém
    Nos saberá explicar;
    E vivemos de maneira
    Que a vida que a gente tem
    É a que tem que pensar.

    Fernando Pessoa, 18-9-1933

Terça-feira, Setembro 11, 2007

TREM LISBOA-PORTO

No trem Lisboa-Porto, viaja uma bela mulher, com um bebê ao colo.
Na frente da mulher, vai sentado um cavalheiro.
Subitamente, o bebê começa a chorar e a mulher tira o peito bem fornido e mete o mamilo na boca do infante. Contudo, a criança continua a chorar e a mulher diz-lhe:
-Meu filho, chupa a mama, senão dou-a a esse senhor à frente.
O bebë adormece e, passados quinze minutos, volta a rebentar em choro.
E a cena se repete:
Meu filho, chupa a mama, senão dou-a a esse senhor à frente.
A criancinha mama novamente, adormece e meia-hora depois acorda, a berrar desesperadamente.

Assim foram viajando e a cena repetindo-se de tempos em tempos.
Quando faltavam poucos quilômetros para chegar ao Porto, mais uma vez a pobre criança acorda e começa a berrar novamente.
De repente, o cavalheiro se levanta e grita para a mulher:
-Ora, pois, minha senhora!!! Veja lá se o menino se decide depressa! Eu já devia ter descido em Coimbra e cá ainda estou à espera da decisão do miúdo!

Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Sem sexo até 2010...

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus".

E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.

Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.

Bem, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T"
e, nesse momento,
ela parou e me disse:

- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...

Eu falei:


- O QUÊEE???


Ela falou:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.

Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela
noite não ia rolar nada, virei
e dormi.

No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três.

Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse.

Estava tão emocionada!!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até
que estava
me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.

Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.

Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!

Quando ela falou:

- Vamos passar no caixa para pagar, amor?


Daí eu disse:
- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... Só quero que
você me abrace.

Ela ficou pálida.

No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:


- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de
homem.

Vinguei-me!

Mas acredito que o sexo acabou pra mim até o Natal de 2010...

(desconheço a autoria)

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Depilação (Versão Masculina)

Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas"partes".
Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia:
-Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles! ! ! !
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria... coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, minha mente estava vagando pelas novas sensações que então acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "Dona da Situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.
Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!!
O Sr. Pinto já estava todo "Pimpão" como quem diz: "Sou o Próximo da Fila"!!
Fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos saí deixando a água escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10º Round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.
Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.
Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha sessão andando igual um Cowboy Cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado:
Certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres.
Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

(desconheço o autor)

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Regime: uma crônica bem humorada

Tenho dois grandes problemas em relação a meu peso:
1 - Dificuldade de emagrecer e 2 - Facilidade de engordar.
Em algum lugar do meu DNA implantaram um gene de urso polar e meu organismo sempre tem a sensação de que eu vou hibernar durante seis meses e, assim, resolve guardar tudo o que como, pra sobreviver ao inverno.
O problema é que a vida do urso polar é só inverno. Sem contar que eu devo ter um sério distúrbio oftalmológico, ligado ao acúmulo de gordura, porque basta eu olhar para uma lasanha que minha bunda aumenta.
Claro, ao longo da vida já engordei, emagreci, engordei, emagreci, como qualquer sanfona histérica. Nada de tão grave que me impedisse de virar a roleta no metrô com uma pequena ajuda ou que me fizesse entalar na roda-gigante.
O caso é que nesse engorda-emagrece engorda-emagrece, eu parei por último no engorda.O problema é que passar a vida inteira preocupada com o peso é um porre. E a pior parte é ouvir as mesmas soluções e receitas de dieta que você não vai fazer, como: "Comer muita fruta, muita verdura, cortar massas e suspender o açúcar".
Ah, então tá. Vamos cortar as massas. Pega a tesoura, por favor, que eu vou picotar o espaguete e já volto.O açúcar eu vou guardar em cima do armário prá ficar suspenso.As frutas eu vou comer, todas, como um bom abacatesão e uma jaca gay.
Vamos deixar de ser hipócritas, o mundo ocidental, capitalista, foi projetado para produzir gente gorda... Você vai na lanchonete e tudo é gorduroso, calórico e cheio de açúcar. Pra disfarçar eles vendem uma daquelas saladinhas transgênicas cuja embalagem é mais saudável que o conteúdo.
Em qualquer lugar do planeta, na padaria, no posto de gasolina, na banca de revistas, você pode comer salgadinhos, bala, chocolate, tudo que engorda. Ninguém nunca viu um pacote de cenoura picada, pepino em rodelinha, talos de salsão na boca de caixa da padaria.
Porém, não é só a ingestão da comida que é programada para deixar você obeso e infeliz: todo o marketing da indústria do emagrecimento foi construído para mentir e levar seu dinheirinho.
As modelos que vendem aparelhos de ginástica, fazem lipo, botam silicone e depois vão dizer que foi aquela cadeirinha super-duper-lipo-sculpt, em quatro parcelinhas de xis e noventa e nove, que fez com que ela ficasse com aquele corpinho.
O apresentador toma remédio pra emagrecer, faz uma plástica e depois vende diet-sucos pra enganar você. Quem nasceu magro, seja magro de ruim ou magro de fome, está na vantagem. Vai economizar muito dinheiro, tempo e sanidade mental.
Quem tem tendência a sair rolando, sabe como é o momento de enfrentar a balança do banheiro. Primeiro você tira a roupa, o sapato, a meia, e sobe na balança (eu tiro tb a piranha do cabelo e os óculos de grau, mas daí, na hora de ver o peso sem os óculos, sempre acho que estou vendo errado. Não acredito naqueles quilos todos.
Aí você faz xixi, escova os dentes, corta as unhas, pra se livrar de mais alguns gramas e sobe na balança de novo... Nada! O ponteiro já está rindo da sua cara e não sai do lugar. Você resolve botar mais coisas pra fora. Chora, corta o cabelo, tira a sobrancelha, depila as pernas, arranca uma obturação. Nada!Dá vontade de pular da janela, mas morrer gordo e pelado é o pior vexame (HHHHHHAAAA!). Melhor ficar vivo com uma roupinha larga.
Você volta, se veste e sai do banheiro se sentindo uma pizza de ontem grudada na tampa, um lixo, um nada. Mas, dizem que enquanto há vida há ex-pelancas e para tudo há uma solução. É só você fazer reeducação alimentar. Ah, bom!",
Era isso... Falta de educação.
Agora sim, vou dividir minhas horas do dia, fragmentar as refeições, ingerir mais proteínas do que carboidratos, trocar o açúcar por adoçante e tudo vai dar certo. Sim, porque no fim, você vai ao spa, faz uma lipo, bota uma prótese.
Se não der certo, você grampeia o estômago, costura a boca e amplia o reto!Você vai ver que fácil vai ser, você vai ficar magro, direto!
O que eu faria com uns 'quilinhos' a menos'? Sairia correndo pra dar um soco na cara do imbecil que criou esse comercial! Aproveitando o nome do remédio já faço a rima: vá K-gá (hahahahahahahaha) no matagal!!! Agora, com licença que eu tenho que sair pra caminhar. Sabe, fazer exercícios queima calorias... Emagrece... Ou pelo menos, desengorda!

(Desconheço a autora)

Mais agradecimentos

Pessoal, mesmo sem tempo de editar este blog, este site é muito visitado. Isto me causa imensa alegria. Vou me esforçar para continuar atualizando este blog, que anda tão largadinho por falta de tempo...
Gostaria muito que as pessoas que fazem comentários se identificassem. Quem sabe de algum comentário não nasce uma amizade?
Obrigada a todos!

Terça-feira, Março 27, 2007

Diário de uma Doméstica

Hoje de manhã eu fui à feira. Antes de sair, meu patrão me pediu para eu trazer figo. Aí eu perguntei:
- Figo fruta ou bife de figo?
O homem ficou uma fera. Gente fina, seu Adamastor, num ligo não. Ele tem sistema nervoso. Também, com um emprego chato daqueles, vou te contar. Ele é Fiscal da Receita. Deve ser um saco ficar conferindo receita de médico o dia inteiro.
Depois chegou o Adamastorzinho, o filho mais novo deles. Acabou deganhar um carro todo equipado. Tem roda de maionese, farol de pilha, teto ensolarado e trio elétrico. Não sei por que trio elétrico num carro, deve ser porque ele gosta de música baiana. Ingrato esse Adamastorzinho. Fiz a comida preferida dele e ele ainda me chamou deburra.
Eu disse a ele, toda boba, quando ele chegou:
-Adamastorzinho, adivinha a comida que eu fiz pra você?
- Qual, Dircinéia?
- Começa com 'i'...
- I???
- É, iiiiiii !!!
- IIIII... num sei...
- Pensa: iiiiiiiii...
- Huuuummm, desisto.
- Istrogonofi !!!
Aproveitando a ausência dos patrões, Dircinéia pega o telefone e fofoca com a amiga Craudete:
- Cê num sabe da úrtima? Eu discubri que aqui nessa mansão que eu trabaio é tudo fachada!
- Como assim, Dircinéia? - pergunta a colega, confusa.
- Nada aqui é dos patrão! Tudo é imprestado! TUDO! Cê cridita numa coisa dessas? Óia só: a rôpa que o patrão usa é dum tal de Armani... a gravata é dum tal de Pierre Cardin... o carro é de uma tal deMercedes... nadica de nada é deles.
- Nooooossa, que pobreza!
- E além de pobre, eles são muito ixibidos, magina que ôtro dia eu escutei o patrão no telefone falano que tinha um Picasso .
- E num tem?
- Que nada, fia... é piquinininho de dá dó!!!...

(Desconheço a autoria)

Domingo, Março 04, 2007

Indignação

Quando criei este blog, o fiz com o intuito de exteriorizar um pouco meu mundinho interior, sem qualquer pretensão de forma, criatividade ou eloquência. Queria um espaço que fosse meu cantinho de lazer.
Assim fui delineando este blog: com crônicas, poesias e pensamentos que julgava ser interessantes caso um leitor desavisado "aportasse" no meu blog. Tudo valeria neste blog, exceto opiniões pessoais, que julgava não serem cabíveis com o meu propósito.
Como toda regra tem sua exceção, venho aqui hoje registrar uma opinião por pura indignação.
Estava sentada à frente da TV, sem prestar muita atenção, quando vi um comercial que trazia uma senhora idosa tentando subir uma escada em uma noite chuvosa. Surge então uma moça que pergunta se pode ajudá-la. A senhora responde com um singelo: - sim, por favor. E a moça, para surpresa e indignação de todas as pessoas de bom senso que viram o comercial, responde:
- Por favor não, são 15 reais!
Eu nunca vi tamanha estupidez na minha vida! Quanta insensatez, falta de sensibilidade, deseducação, desrespeito!
Eu não consigo entender como uma conceituada empresa de telefonia pode APROVAR um anúncio desrespeitoso como esse! E ainda pagam por isso!
Será que esse anunciante e sua agência de publicidade consideram que nossos jovens não têm respeito por nossos idosos? Será que ambos acreditam que nossos jovens somente são movidos a dinheiro, que não têm valores éticos, morais?
Será que tanto o anunciante e sua agência já ouviram falar em estatuto do idoso?
O Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 1/10/03), dispõe em seu artigo 3o. que:

"Art. 3o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do
Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao
lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à
convivência familiar e comunitária
."

Estou indignada!

Espero que o CONAR, que é a instituição que fiscaliza a ética da propaganda comercial veiculada no Brasil, tome as providências cabíveis no sentido de penalizar o anunciante e a agência de publicidade por veicular um anúncio tão ofensivo aos nossos jovens e idosos e de tanto mal gosto!

Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Poesia Matemática (Millôr Fernandes)

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
"E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

(Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.)

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Agradecimento

Agradeço a todas as pessoas que continuam visitando meu blog, apesar da minha falta de tempo para atualizá-lo.
Assim que o trabalho me permitir, volto a editar o blog.
Aos visitantes de Portugal, espero poder um dia conhecer esse País.

Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

Receita de Ano Novo (Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

FELIZ NATAL!


A todos que visitaram meu blog meus sinceros agradecimentos. Desejo a todos um Feliz Natal, fazendo votos de que o espírito natalino perdure por todo o Ano que está por vir.

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Ter ou não ter namorado, eis a questão

(Atribuído a Carlos Drummond de Andrade, mas na verdade é de Artur da Távola).

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Vida (Henfil)


"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de
começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
Até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO.......
Lembre-se:
"Felicidade é uma viagem, não um destino".

(Foto: Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte (MG), Brasil.)

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

HEDONISMO (José A. Pimentel)

Hedonismo (Dicionário Houaiss): "doutrina filosófica que encara o prazer e a felicidade como bem supremo. Dedicação ao prazer como estilo de vida."

Eu li em um dos livros do Ruy Castro que, ainda mais legal do que unir o útil ao agradável, é unir o agradável ao agradável. A exaltação do desfrute.

Há tempos venho ruminando sobre isso.

Conheço muitas pessoas que vão ao cinema, a boates e restaurantes e parecem eternamente insatisfeitas. Até que li uma matéria com a escritora Chantal Thomas na revista República e ela elucidou minhas indagações internas com a seguinte frase: "Na sociedade moderna há muito lazer e pouco prazer".

Lazer e prazer são palavras que rimam e se assemelham no significado, mas não se substituem. É muito mais fácil conquistar o lazer do que o prazer. Lazer é assistir a um show, cuidar de um jardim, ouvir um disco, namorar, bater papo. Lazer é tudo o que não é dever. É uma desopilação.
Automaticamente, associamos isso com o prazer: se não estamos trabalhando, estamos nos divertindo. Simplista demais.

Em primeiro lugar, podemos ter muito prazer trabalhando, é só redefinir o que é prazer. O prazer não está em dedicar um tempo programado para o ócio.

O prazer é residente. Está dentro de nós, na maneira como a gente se relaciona com o mundo.
Chantal Thomas aborda a idéia de que o turismo, hoje, tem sido mais uma imposição cultural do que um prazer. As pessoas aglomeram-se em filas de museus e fazem reservas com meses de antecedência para ir comer no lugar da moda, pouco desfrutando disso tudo.

Como ela diz, temos solicitações culturais em demasia. É quase uma obrigação você consumir o que está em evidência. E se é uma obrigação, ainda que ligeiramente inconsciente, não é um prazer.

Complemento dizendo que as pessoas estão fazendo turismo inclusive pelos sentimentos, passando rápido demais pelas experiências amorosas, entre elas o casamento. Queremos provar um pouquinho de tudo, queremos ser felizes mediante uma novidade. O ritmo é determinado pelas tendências de comportamento, que exigem uma apreensão veloz do universo.

Calma. O prazer é mais baiano.

O prazer não está em ler uma revista, mas na sensação de estar aprendendo algo. Não está em ver o filme que ganhou o Oscar, mas na emoção que ele pode lhe trazer. Não está em faturar uma garota, mas no encontro das almas.

Está em tudo o que fazemos sem estar atendendo a pedidos. Está no silêncio, no espírito, está menos na mão única e mais na contramão. O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece ser resgatada antes que a gente comece a unir o útil com o útil, deixando o agradável pra lá.

(recebi este texto por email)

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Mais Fernando Pessoa...

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Piadinha...

NARIZ INTUPIDU, UAI !
Um casal de primos caminhava pelo pasto de uma fazenda, no Interior de Minasssss, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a prima logo perguntou:
-Primo, o que é aquilo?
-Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandando brasa!!!
-Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo?
-Aaara, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô!
Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a prima perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta.
Mais na frente, lá estava um boi pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio.
Foi aí que a prima perguntou:
-Ô primo, se eu preguntá uma coisa pr'ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado?
-Craro que não, prima! Ocê pode preguntá!
-OCÊ TÁ COM O NARIZ INTUPIDO ?

*desconheço a autoria. Enviada por email.

Domingo, Dezembro 03, 2006

Românticos (canta: Vander Lee)

Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.

Românticos são lindos,
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo

São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão

Romântico é uma espécie em extinção.

Românticos são poucos,
Românticos são loucos,
Como eu
Como eu
(Como nós)

* desconheço a autoria da composição

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Saudade (Augusto dos Anjos)

Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.

À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.

E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,

Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.

Domingo, Novembro 26, 2006

Irene no Céu (Manuel Bandeira)

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Odes de Ricardo Reis


(Mais Fernando Pessoa)...


Tão cedo passa tudo quanto passa!

Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!

Nada se sabe, tudo se imagina.

Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.

Ricardo Reis, 3-1-1923

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Salmo 59



Reze este salmo quando precisar enfrentar grandes desafios na vida...

Domingo, Novembro 05, 2006

Só Hoje (Jota Quest)

Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria

Em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar

Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje